Nem aqui nem na China

 

 

Três foi a conta que Deus fez. O número mágico repetido ao longo do dia e comprado, para todos os efeitos e mais alguns, pela maioria.

 

Ora, socorrendo-nos dos dados do Jorge Nascimento Rodrigues, façamos rápidas e grosseiras contas:

 

Na população activa contam-se os empregados e os desempregados, bem como os por conta própria.
Dados da estrutura, aproximados:
Trabalhadores em 350 mil PMEs: 2,2 milhões
Trabalhadores em 1115 grandes empresas: 830 mil
Trabalhadores "por conta p rópria" (auto-emprego, patrões individuais, trabalhadores precários a recibo verde, profissionais a recibo verde): mais de 1 milhão
Função Pública total: cerca de 750 mil
Desempregados; cerca de 600.000

 

Portanto, como diria o nosso Alto Comissário na ONU: é só fazer as contas.

As minhas, e descontando o adiantado da hora, são que a população activa em greve dificilmente ultrapassou um milhão.

 

Pelos números da população activa (cerca de 5,6 millhões), o "meu" número daria 18% de adesão à greve. Se fossem os 3 milhões de grevistas, a adesão seria de 53%. O que significaria que entre 4/5 e metade da poulação trabalhou.


Mas estes exercícios são cansativos e, naturalmente, falíveis. Não se podia simplesmente montar um serviço de monitorização independente e transparente das adesões às greves, com recurso a bases de dados?

 

Podia, mas não era a mesma coisa.

publicado por Alda Telles às 23:45 | link deste post | comentar