Uma tragédia portuguesa I

 

Uma tragédia coerente com o seu herói, António Nogueira Leite. Um economista inconformado face ao destino do seu país e aos sucessivos adiamentos de oportunidades. Um diagnóstico pessoal do "mal português" e uma abordagem terapêutica repetidamente defendida pelo autor, menos estado, melhor estado. Uma perfeita condução da "entrevista" e uma organização muito "reader-friendly" a cargo do Paulo Ferreira.

Um livro ainda apenas folheado, desde que o adquiri há cinco horas.

Para já, breve nota social sobre o lançamento no Restaurante do El Corte Inglès. Tudo começou com um encontro de primeiro grau no elevador com Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas. Eu de chegada e eles já de partida, ainda a apresentação a cargo de Rui Ramos não tinha começado. Justificação pública para quem quis ouvir: "hoje são três livros no mesmo dia". Desta intensa actividade bibliófila nada consta nas suas páginas de facebook ou twitter, pelo que fica o mistério no ar.

Na sala apinhada, vi de relance Ângelo Correia. Da comissão política, não avistei nenhum vice-presidente, o que não quer dizer que não estivessem lá. Estavam gestores, advogados e economistas. Muitos jovens. Do conselho em comunicação, abracei o alberguista João Villalobos e pareceu-me ver Tiago Franco. Soube depois que também lá estiveram o Miguel Almeida Fernandes e o Fernando Moreira de Sá.

A tragédia portuguesa foi devidamente ilustrada com o cocktail... que não cheguei a ver. Recolhidos os autógrafos, o que demorou uns quinze minutos, só sobravam uns pratos vazios e já ninguém estava de copo na mão. A tragédia dos lançamentos é esta mesmo: se nos atrasamos, nunca temos lugares sentados e não podemos fazer uma análise crítica do catering.

publicado por Alda Telles às 00:21 | link deste post | comentar