Quinta-feira, 08.03.12

E não é que falcao acertou? Ou o apagão revisitado

Vou convidar o falcao para meu parceiro do Euromilhões.
publicado por Alda Telles às 22:04 | link deste post | comentar | ver comentários (2)

Uma história exemplar

Ontem, no S. Jorge, em 50 minutos vi a descrição exemplar da cultura de uma empresa, a forma como os seus artesãos se apaixonam pelo trabalho, como convivem pessoas das mais diversas origens e experiências, todas com o objectivo de fazerem o melhor. É raro encontrar um filme assim, sobre uma empresa, em que a marca quase não aparece, em que os líderes não são os protagonistas da história, mas sim as pessoas que manufacturam os produtos que criam fama e riqueza à empresa. À Hermés.


O documentário é um exemplo de comunicação da imagem de uma empresa, da importância de contar uma história, da identificação dos valores que fazem uma marca. Chama-se «Les Mains d'Hermès». E podem vê-lo aqui.

publicado por falcao às 11:59 | link deste post | comentar
Quarta-feira, 07.03.12

O papel da mulher e a Comunicação de Crise


 

A convite da Escola Superior de Comunicação Social, participei ontem numa conferência sobre “A Crise, os Media e a Comunicação”. Foi uma excelente oportunidade para expor perante os futuros profissionais os condicionalismos (os negativos e os positivos) que rodeiam o nosso mercado e, de facto, os vários protagonistas envolvidos (do jornalismo à publicidade passando pela tutela política e os agentes empresariais) conseguiram criar um ambiente de grande franqueza e transparência.

 

Pela minha parte falei, naturalmente, do mercado do Conselho em Comunicação e da importância que as nossas competências assumem num período de crise (não só financeira), em que as organizações são forçadas a avaliar previamente os riscos mediáticos das suas iniciativas.

A dada altura veio à baila o problema do impacto nos media sociais da Comunicação Empresarial e da dificuldade que as mesmas têm em enfrentar a propagação viral negativa que algumas das suas iniciativas provocam.

 

Um dos presentes deu um exemplo. É um daqueles casos infelizes em que – como se costuma dizer – alguém quis brincar com coisas sérias.

Ocorreu-me responder que não é preciso um consultor de Comunicação experiente e treinado nem fazer reuniões de grupos de foco para se antever os resultados que aquela infeliz ideia de Comunicação iria produzir.

 

E eis que, poucas horas passadas sobre esta conversa, deparo com uma polémica relacionada com a infeliz rotulagem de uma linha de calças para homem.

 

O autor do rótulo – para se fazer de engraçado – escreveu que, quando for a altura de lavar as calças “Give it to your womam (because) it’s her job”.

 

Como? Não houve ninguém na organização que tivesse antecipado os problemas que esta afirmação iria produzir? Ou, feita uma análise de custos/benefícios, entendeu-se que a publicidade negativa incrementaria a notoriedade e as vendas? 

publicado por lpm às 10:13 | link deste post | comentar
Quinta-feira, 01.03.12

Os três porquinhos e o novo jornalismo

 

Este anúncio do Guardian (o meu jornal britânico de referência, aproveito para dizer), para além da sua enorme criatividade reproduz de forma brilhante a nova realidade do jornalismo. A "notícia" é hoje um "conteúdo" que se desmultiplica, é partilhado e comentado nas redes sociais. Uma notícia pode "explodir" num movimento em rede que ultrapassa fronteiras. E quando falo de fronteiras, falo de fronteiras geográficas, morais e sociais. 

"Wake up and smell the bacon". É assim que acaba no filme a história dos três porquinhos. E é muito bom.

publicado por Alda Telles às 14:16 | link deste post | comentar
Terça-feira, 28.02.12

Descubra as diferenças

 

 

Primeiro estranhei ver uma fotografia de perfil de Sarkozy na sua nova conta do Twitter, criada para a campanha eleitoral. Mandam as regras que os candidatos olhem de frente, com olhar simultaneamente franco, leal, sereno e positivo para os seus potenciais eleitores.

Depois fui ver a conta Obama Biden, criada com os mesmos objectivos.

E percebi tudo. Incluindo as semelhanças despudoradas e as diferenças abissais.

E você, que diferenças encontra?

 

 

 

publicado por Alda Telles às 22:33 | link deste post | comentar

A brief history of Public Relations

 

 

Numa excelente infografia, a empresa de monitorização de media Press Index faz uma resenha histórica da indústria de relações públicas. A história vai desde o termo "Propaganda" cunhado no século 17 pela Igreja Católica até à criação do conceito PR 2.0 por Brian Solis no final do século 20. Thomas Jefferson terá sido a primeira pessoa a usar o termo Public Relations, num discurso ao Congresso e a primeira agência de RP nasceu em 1900 nos Estados Unidos. São ainda evocados os grandes protagonistas da indústria, como Ivy lee e Edward Bernays. Por ser uma história contada na óptica anglo-saxónica, tem uma falha grave: não menciona lpm.

publicado por Alda Telles às 20:15 | link deste post | comentar
Segunda-feira, 20.02.12

Doutores engenhosos e doutores mentirosos

 

Já tinha avisado o Rui Calafate que ia escrever sobre isto. O Rui escreveu um post no seu blog e depois na briefing, a propósito da "fonte próxima da direcção do Sporting" que, aparentemente, induziu a Lusa em erro, ao atribuir as razões da dispensa de Domingos Paciência a contactos com o FCP. No caso, o Rui defende a identificação da fonte pela Lusa.

 

Mas não é sobre esse tema que eu quero falar.

Do que discordo, em ambos os textos do Rui Calafate, é da sua utilização do termo "spinning" e "spin doctor", associando-os à transmissão de mentiras, falsidades e difamações.

É uma associação recorrente, e a vox populi gosta de associar as chamadas agências de comunicação e os chamados assessores de imprensa a práticas pouco éticas. Não nos cabe a nós, profissionais, cavalgar nessa onda.

Acontece que o trabalho de mentir, falsear e difamar não corresponde ao termo. Os spin doctors, de que o nosso antepassado Edward Bernays é o expoente máximo, não mentem, trabalham a informação "de forma criativa", com o objectivo de favorecer uma determinada interpretação dos factos. 

 

Entre as várias técnicas de spin, utiliza-se frequentemente o "cherry picking", que consiste em usar selectivamente os factos ou números que suportam uma posição, ou o lançamento de um facto positivo que desfocalize de notícias menos favoráveis, etc.

Tudo temas que hoje são mais que debatidos e até identificados por não profissionais como técnicas, contestáveis ou não, mas dentro da verdade, mesmo que uma verdade parcial.

 

Para mentiras e falsidades o nome é outro, bem mais simples: mentirosos.

Se a "fonte" da Lusa inventou um facto, essa fonte não fez spin. Mentiu, simplesmente.

publicado por Alda Telles às 11:48 | link deste post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 06.02.12

Madonna, a minha 1ª professora de Marketing, merece tudo

publicado por lpm às 17:48 | link deste post | comentar
Sexta-feira, 03.02.12

O apagão

Até ao fim do mês de Fevereiro grande parte da população portuguesa ficará sem o tradicional sinal hertziano de televisão – é o apagão que traz a Televisão Digital Terrestre, que em Portugal é um saco de promessas inteiramente vazio. No final deste processo vai ser interessante analisar o aumento de clientes nos fornecedores de televisão por assinatura, nomeadamente o MEO e a ZON.

 

Em muitas regiões estão a registar-se novas adesões a estes operadores a um ritmo invulgar – o que se explica por ofertas promocionais de baixo custo e que, essas sim, proporcionam uma diversidade e variedade que a TDT devia oferecer e não oferece. Recordo que hoje em dia, na oferta básica do Cabo, existem, para além das televisões generalistas (RTP1, RTP2, SIC e TVI) mais oito canais nacionais de acesso geral e gratuito  (SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical, RTP N, RTP África, RTP Memória, TVI 24 e Económico TV), para além de uma série de outros canais programados para Portugal, desde o Panda ao Hollywood, passando pela MTV, os canais Fox, o AXN, o National Geographic, o História o Biography, etc. E já nem falo de canais com preço extra, como os da Sport TV.

 

Acontece que estimativas modestas apontam para um aumento considerável do número de espectadores que, no final deste processo (vamos dizer no final do primeiro semestre, quando as coisas estabilizarem), deverão estar entre os 65 a 75% do total do universo de telespectadores.

 

Ora isto quer dizer que centenas de milhar de pessoas passam rapidamente de uma escolha entre quatro canais para uma escolha para pelo menos meia centena de programas diferentes, apenas por decidirem aderir à TV por subscrição em vez de usarem a TDT.

 

O efeito prático disto é que inevitavelmente as audiências dos quatro canais generalistas vão cair mais depressa do que se pensava – e o país vai andar a duas velocidades dramaticamente diferentes. Eu aposto que quando o processo estiver estabilizado e o novo sistema de medição de audiências estiver a funcionar (se conseguir funcionar, mas isso é outra história…) teremos, no universo dos utilizadores de TV por subscrição, o canal líder nos 20% de audiência e a RTP por volta dos 15%. É um mundo novo, que há-de ter consequências…

 

publicado por falcao às 17:23 | link deste post | comentar | ver comentários (3)

Keep Calm and have a drink

Na crise está sempre uma oportunidade. Deve ter sido isso que viram os monárquicos para, numa altura em que todo um continente está à deriva, lançarem um manifesto pela restauração da monarquia.

Irei pois com grande curiosidade assistir ao debate promovido pelo BAR-man João Gomes de Almeida esta noite no Frágil. Não sei se tem presença confirmada, mas o debate que mais me entusiasmaria seria o do José Adelino Maltês com o José Adelino Maltês, que tinha há uns dias a seguinte posta no facebook: "Para os devidos efeitos, reafirmo que não faço parte, como sócio ou dirigente, de nenhuma associação republicana nem monárquica. Mas nem por isso deixo de reivindicar a minha qualidade de republicano e monárquico. Assumindo a necessidade de restaurarmos imediatamente a república. Para podermos, livres, assumir a libertação. Sou contra os monárquicos que apenas são anti-republicanos e contra os republicanos que apenas são anti-monárquicos. Isto é, contra os que, matando o rei, assassinaram a república. Prefiro o armistício moral da paz dos bravos, em nome da pátria."

 

publicado por Alda Telles às 14:41 | link deste post | comentar
Domingo, 29.01.12

Os novos oráculos

Foi uma grande animação, o fim do dia de sexta-feira com a "gralha" no´oráculo da SIC, analisada aqui por Nuno Azinheira. Quero, porém, ao contrário de Azinheira, acreditar que houve subversão digital nesta gralha. Imaginemos um insersor de caracteres (é assim que se chama esta arriscada profissão) a controlar-se durante vinte anos para não ceder à gralha fácil. O último dia do líder da CGTP era uma tentação, convenhamos.

 

Independentemente das razões serem mais ou menos fortuitas, o que este pequeno caso revelou é a importância e o poder do insersor de caracteres. Por uma letra, ou a sua omissão, se comunica. O poder de tirar essa letra está no insersor de caracteres. E não deixa de ter piada os titulos que acompanham uma peça televisiva se chamarem oráculos.

 

Lembraram-me que um ritual subversivo dos tipógrafos, durante a ditadura, era retirar o "n" às Contas Gerais do Estado. Os tipógrafos eram uma das profissões mais politizadas da época e detinham o poder das gralhas que passavam na censura. Esta gralha da SIC deverá ser vista por Carvalho da Silva como uma homenagem à democracia.

 

Os insersores de caracteres são os novos tipógrafos. A luta adapta-se aos novos meios de comunicação.

 

publicado por Alda Telles às 13:49 | link deste post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 27.01.12

Rui Rio na Monocle

 

Issue 50 - February 2012

 

A edição de Fevereiro da revista “Monocle” é dedicada ao poder da atitude na negociação: sorrir, ser honesto, ser verdadeiro, ser amigável e ser gentil são as recomendações da «Monocle» que elege a palavra “charm- encanto” como a chave para os novos tempos. Outros temas em destaque são a cidade chinesa de Harbin, no norte da China, que está a ter um enorme desenvolvimento, a riqueza petrolífera do Gana e a transformação que a cidade brasileira de Santos está a viver. 

 

A presença portuguesa cabe a Rui Rio que numa curta entrevista explica a importância da reabilitação da baixa do Porto. E uma das escolhas do mês para a “Monocle” é o restaurante «Book», do grupo Lágrimas, concebido pelo arquitecto Pedro Trindade.

 

A grande entrevista vai para a mayor de Houston, que na cidade do estado do petróleo, o Texas, apostou nas energias renováveis e nas minorias. Annise Parker, uma lésbica assumida há mais de duas décadas, tem uma agenda de mudança e tolerância inesperada para uma cidade como Houston e a sua actuação está a ser estudada por todos os que seguem a forma como as cidades podem ser governadas.

 

Para seguir o tema de capa, do “charm-encanto”, a Monocle escolhe os dez locais mais encantadores – de um comboio a um edifício de escritórios, passando por ruas, cidades, hotéis, restaurantes e cafés. A cidade escolhida foi Hamburgo, o Hotel foi o Fasano, em São Paulo, e o restaurante a Osteria della Viletta, numa pequena cidade perto de Milão.

 

Finalmente o suplemento do mês é um excelente guia de viagem ao Japão, que se recomenda a todos os que planeiem uma viagem a oriente. Diz quem conhece o Japão que este é dos melhores guias práticos que se podem encontrar. Só por curiosidade, esta é a edição 50 da «Monocle», cada vez mais indispensável.

 

(In "A Esquina do Rio", Jornal de Negócios, às sextas)

publicado por falcao às 11:19 | link deste post | comentar
Terça-feira, 24.01.12

Comunicação precisa de Relações Públicas

 

 

 

 

 

 

O blog Aventar lançou um concurso para eleger os blogs do ano 2011. Este blog passou à segunda fase, e desde já agradecemos os votos dos nossos leitores e respectivas famílias, quanto mais não seja para nos incentivarem nesta nobre missão de mandar postas.

 

Mas o que realmente interessa para este nosso interesse comum, a comunicação, é o facto de esta ter sido a típica categoria a meio da tabela em termos de votações. O tema "Comunicação e media" não logrou arrebatar mais de 969 votos (dos quais certamente dois terços de colaboradores, amigos e familiares dos comunicadores) contra os 4540 votos da categoria "Desporto" ou os 2412 dos "Diários Íntimos e Pessoais" ou mesmo os 1884 votantes em "Moda". Terão os bloggers destas categorias mais amigos? Virão de famílias numerosas?

 

Não creio. A minha explicação é que esta nossa área da Comunicação - que entre estudantes, professores, profissionais e interessados junta uns bons milhares de pessoas, na sua generalidade interessadas em blogs - é composta por gente-casa-de-ferreiro-espeto-de-pau. Salvo raras excepções, as pessoas da comunicação gostam de promover tudo menos a sua área de trabalho e de conhecimento. Fazem tudo pelo cliente, muito pouco por si mesmos. Debatem mercado, concorrência, media mas raramente sabem defender e explicar aquilo que fazem.

 

Pela mesma lógica, os blogs que trazem temas da sua área não são para ser referidos. Lêem-se solitariamente, não se discutem, não se partilham. É assim aqui e em toda a parte. Um post recorrente em blogs de relações públicas é "Cansado de ter de explicar o que faz um profissional de comunicação e relações públicas?". Parece ser uma doença mais ou menos crónica.

 

Dito isto, a parte boa é que estão entre os finalistas os meus blogs de leituras diária, PiaR, Comunicação Integrada e It's PR Stupid. Verdadeiro serviço à comunidade e aos que gostam e partilham o seu gosto pela comunicação.

publicado por Alda Telles às 13:20 | link deste post | comentar | ver comentários (1)

Serviço público de informação

 

Quando escrevi este post, subitamente no verão passado, esqueci-me de reflectir sobre o serviço público de rádio.

publicado por Alda Telles às 12:10 | link deste post | comentar
Segunda-feira, 23.01.12

O novo rosto da News Corporation

Parece saído da série Dallas ou da North and South. Na realidade, é cada vez mais a face pública e privada de Rupert Murdoch. Provavelmente, o sucessor de que ninguém quer falar. Um retrato de Chase Carey  aqui.

publicado por Alda Telles às 00:16 | link deste post | comentar
Domingo, 22.01.12

Rochester isn't the Kodak City anymore

 

O que representa o fim de uma marca como a Kodak? Muita coisa. Tudo. O fim de uma era. O fim de uma geração (a minha, que ainda tem a infância toda registada em Kodak e Super8). É o ínício do fim de Rochester como a cidade da imagem. É, de alguma forma, o fim de um certo mundo.

 

Para mais tarde recordar, aqui deixo alguns dos belíssimos anúncios que tornaram a fotografia popular, com headlines tão bons como "Let Kodak Tell the Story", "Let the Chidren Kodak", "Kodak as You Go", "Kodak Keeps the Story".

 

Storytelling, um conceito tão na moda? A Kodak já o conhecia.

 

 

 

 

 

 

Mais anúncios aqui.

publicado por Alda Telles às 17:51 | link deste post | comentar
Domingo, 15.01.12

Uma cidade será uma startup?

E se os presidentes de câmara olhassem para as suas cidades como um empreendedor olha para uma empresa que fundou e tivesse as mesmas preocupações: o que fazer para atrair pessoas, atrair talento, disponibilizar o que tem procura? Jon Bischke escreveu aqui sobre este tema.

publicado por falcao às 10:28 | link deste post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 13.01.12

Insegurança

Vou falar de uma insegurança que não tem a ver com a onda de assaltos, ou "carjacking", ou roubos de caixas multibanco. Tem a ver com a onda de insegurança provocada por uma política de comunicação que, em vez de gerir expectativas e procurar criar um sentimento positivo, cria angústias e atira as pessoas ainda mais para baixo do que já estão. O início da semana foi marcado por afirmações de que estariam para chegar mais medias de austeridade, que o Orçamento de Estado, cuja execução começou há menos de meio mês, já tem potenciais desvios que não teriam sido calculados e que, assim sendo, havia que procurar mais receitas para tapar esses desvios. Para a praça passou a ideia de que Vítor Gaspar, afinal, não era perfeito e que também se enganava a fazer as contas. Com o seu ar de sempre, o próprio veio dizer que as causas indicadas não provocarão medidas adicionais de austeridade, mas disse-o de uma maneira que deixou um portão escancarado para que surjam outras quaisquer medidas de austeridade. A palavra austeridade está no ponto em que provoca medo. Todos os dias desta semana surgiram notícias de redução de postos de trabalho em empresas privadas de razoável dimensão; outras preparam-se para fazer cortes salariais. E no Estado, quando se começa a cortar a sério? O maior problema de comunicação deste Governo é que as suas únicas estratégias conhecidas baseiam-se em austeridade e mais impostos. Além da dívida, não se vê uma estratégia, um objectivo, um plano e a forma de o executar. Se existe, não é comunicado.

publicado por falcao às 17:07 | link deste post | comentar
Quinta-feira, 12.01.12

Medidas estruturantes

 

No próximo mês de Fevereiro extingue-se o posto de adido de imprensa, que Carlos Fino já acumulava com as funções de adido cultural, na embaixada de Portugal em Brasília. Também foi dispensado o adido de negócios. No fim deste mês, fecha a Livraria Camões no Rio de Janeiro. 

Espero que os brasileiros gostem de pastéis de nata. Um produto diferenciador, de acordo com as palavras agora mesmo proferidas pelo presidente da aicep. É preciso perceber de marketing internacional.

publicado por Alda Telles às 22:23 | link deste post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 10.01.12

Breaking TVI 24

Estou a acompanhar, na medida do possível, a acção de "relançamento" da TVI24, o canal informativo por cabo que não consegue ombrear com os seus concorrentes directos, a líder SIC N e a rebaptizada RTP I. Existe claramente um plano que visa transpor para este canal a força do canal mãe, a generalista TVI. O primeiro sinal foi a omnipresença de José Alberto Carvalho nos media, desdobrado em entrevistas e auto-entrevistas. Sem dúvida o rosto indispensável à notoriedade e crediblidade do canal.

Outro lançamento interessante é o nóvel blog "Breaking the News". Intenção declarada: "Jornalistas que escrevem sobre jornalismo, notícias e o mundo dos media. Produzido e realizado pela equipa "Breaking News" da TVI24".

Tem todos os ingredientes: a vida da redacção (alimentando o nosso voyeurismo), a vida pessoal dos jornalistas (idem), o comentário politico e desportivo de circunstância, as dicas pessoais. Modelo interessante de comunicação institucional informal. Vou seguir.

publicado por Alda Telles às 23:02 | link deste post | comentar
Quinta-feira, 05.01.12

Táxi!

Reparem bem na foto escolhida para ilustrar o artigo sobre uma colega minha de Nova York. A consultora que dirige leva o curioso nome de PR Noir. É o chamado eu-sei-o-que-quero-chique-e-em-afro-americano.
publicado por lpm às 09:30 | link deste post | comentar
Quarta-feira, 04.01.12

Organização secreta e ciência oculta.

Confesso que estou a acompanhar com ironia a cobertura mediática do dossiê "maçonaria e serviços secretos". É que, no governo anterior, a organização secreta era uma consultora de Comunicação e o Marketing fazia o papel de ciência oculta. 

publicado por lpm às 08:46 | link deste post | comentar
Terça-feira, 03.01.12

Impostos e comunicação

O caso Soares dos Santos mostra três coisas: quem tem discursos moralistas tem que ter cuidado com as acções que toma; quem faz Fundações que beneficiam de vantagens fiscais na sua actividade podia ser coerente, em relação aos benefícios que recebe, no resto dos seus comportamentos; quem toma decisões destas devia pensar na sua comunicação antes, para depois não vir com discursos atabalhoados.

publicado por falcao às 17:10 | link deste post | comentar
Segunda-feira, 02.01.12

Uma visão canadiana dos portugueses

Vídeo pescado aqui.
publicado por lpm às 10:59 | link deste post | comentar
Domingo, 01.01.12

Murdoch, she said

 

É a grande novidade do Twitter na entrada do novo ano: a chegada de Rupert Murdoch ao microblogging. Em dois dias, a conta @rupertmurdoch já soma mais de 26.500 seguidores. Há dúvidas quanto à veracidade da conta e, sobretudo, quanto à estratégia que estará por detrás dela.

Será o Twitter a melhor forma de atravessar o deserto? Talvez.

publicado por Alda Telles às 18:50 | link deste post | comentar

Saudação utópica de Novo Ano

publicado por lpm às 11:56 | link deste post | comentar
Sábado, 31.12.11

Amor e sexo com robôs

Citação na passagem do ano: "Amar robôs será tão normal como amar outros seres humanos e serão conhecidas novas posições de fazer amor para além das normalmente praticadas entre humanos porquanto os robôs ensinarão mais do que tudo o que está publicado em todos os manuais de sexo combinado". Love and Sex with Robots, David Levy

publicado por lpm às 08:31 | link deste post | comentar
Sexta-feira, 30.12.11

Uma nota positiva para fechar o ano

Retiro este quadro de um relatório da Roland Berger que estava aqui a estudar. Sublinha que Lisboa e Amesterdão são, à distância, as duas cidades europeias com melhor performance relativa na comparação do número de turistas alojados com a população residente. É um indicador muito positivo para o trabalho continuado e persistente que se tem feito no marketing internacional de Lisboa. E que, tenho a certeza, irá melhorar no próximo ano. Boas entradas. 

publicado por lpm às 12:46 | link deste post | comentar
Sábado, 24.12.11

Presentes de última hora

Depois dos livros e dos filmes sugeridos como presente de natal aos membros do governo pelo Luis Paulo Rodrigues e pelo Rui Calafate, fica aqui a minha lista de óperas para alguns dos elementos do executivo:

 

 

Pedro Passos Coelho – Werther, no papel do próprio mas em registo de barítono (é difícil mas o papel não tinha sido escrito para ele)


Vítor Gaspar – Turandot, no papel de Amore

 

Paulo Portas – Faust, no papel de protagonista, cela va sans dire

 

Paula Teixeira da Cruz - Der Rosenkavalier, no papel de Marechala

 

Miguel Relvas – Don Giovanni, no papel de Comendador

 

Álvaro Santos Pereira - La Forza del Destino, no papel de Don Álvaro, pois claro

 

Assunção Cristas - Faust, no papel de Marguerite

 

Paulo Macedo - Le Médecin malgré lui

 

Para visonamento colectivo na happy hour do conselho de ministros, sugiro Die Götterdämmerung.

 

Feliz Natal.

publicado por Alda Telles às 17:46 | link deste post | comentar

Cá está o tradicional filme de Natal da Coca-Cola

publicado por lpm às 08:35 | link deste post | comentar

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