Uma Public Relations chamada Barbara e os primeiros contactos de Steve Jobs com a minha indústria

 

Como sucede com os melhores, Steve Jobs decidiu contratar um consultor de Public Relations logo no arranque da Apple Co, ainda a empresa funcionava na garagem.

 

Escolheu Regis McKenna, uma figura notável que é, hoje em dia, considerado o guru do Marketing de Silicon Valley.

 

Na altura tinha McKenna tinha dois assessores de Imprensa que cultivavam relações especiais com jornalistas e conseguiam obter boas peças nos Media sobre os novos produtos desse recém-criado mundo das tecnologias da informação.

 

Jobs não podia perder tempo nem tinha muitos colaboradores a quem delegar competências. Não fez, por isso, nenhum concurso, nem consultou várias firmas, limitou-se a escolher o consultor cujo trabalho na Intel ele estava a acompanhar com interesse e surpresa pela nova abordagem executada.

 

Na biografia “Steve Jobs”, Walter Isaacson explica que o fundador da Apple não conseguiu chegar directamente à fala com McKenna, tendo a sua chamada sido encaminhada para um colaborador, um gestor de projectos que tentou livrar-se de qualquer compromisso.

 

Jobs teve de insistir, ligando diariamente para o escritório de McKenna.

 

Finalmente, o tal gestor de projectos, Frank Burge, lá decidiu ir conhecer Jobs – ainda na fase da garagem. E ficou totalmente impressionado com o que viu.

 

Quando foi concretizada a colaboração do consultor de PR, levantou-se uma dificuldade adicional porque o sócio técnico de Jobs, Stephen Wozniak, não aceitou que os seus textos “de engenheiro” fossem alterados pelos produtores de conteúdo (coisa que, como sabemos, era impossível ocorrer actualmente).

 

McKenna, que deve ser ainda pior "public relations" dele próprio do que eu, acabou a expulsar Wozniak do seu escritório e, para voltar a trabalhar com o consultor, Jobs teve de prometer que não "mostraria" nunca mais o seu sócio.

 

E foi assim que nasceu a Comunicação do Apple II.

 

Final picante para esta história: Jobs acabou envolvido sentimentalmente com uma colaboradora de McKenna, uma senhora de origens polinésia e polaca chamada Barbara Jasinski que, se não me enganei a googlar, era dotada de excelentes qualidades. 

publicado por lpm às 19:07 | link deste post | comentar