Les beaux esprits e os passarinhos

 

Em "Xiu, está aqui um jornalista", escrevi:

 

"Vou contar-vos a estória dos passarinhos. Defronte da minha casa de aldeia passam uns cabos dos telefones. Em grande parte do ano, quando o clima é mais ameno, um desses cabos é residência de dezenas de passarinhos.

 

Eles entretêm-se por ali, sossegados, horas a fio, praticamente sem se mexerem.

 

De repente, sem que nos apercebamos de qualquer ruído ou de algum movimento, os passarinhos - todos os passarinhos, sem excepção - levantam voo num ápice e partem à procura de outro poiso, algures no horizonte.

 

Um destes dias, certamente numa ocasião de bucólico abandono, dei comigo a pensar que este comportamento dos passarinhos pode ser interpretado como uma parábola à prática dos Media. E que quem conseguir fazer com que os passarinhos, perdão os Media, levantem voo na sua direcção é um bom assessor mediático".

 

Agora, Brooke Glastone refere:

 

"Num artigo escrito em The Nation, o repórter veterano do Washington Post Walter Pincus cita uma coisa que o senador McCarthy uma vez lhe disse. Ele disse que a Imprensa é um bando de melros pousados num fio. Um desses pássaros voa para outro fio e, não sendo electrocutado, todos os outros pássaros voam para esse outro fio".

 

Private joke: Sabem qual é o hino dos assessores de Comunicação? Why do birds suddenly appear / Every time you are near? (Close to you, Bacharach & David, The Carpenters)

publicado por lpm às 11:59 | link deste post | comentar