The Big Four *

 À medida que se desenrola o Murdochgate, ou Hackgate, vão surgindo os protagonistas da comunicação. Para já, identifico estes principais quatro magníficos, por ordem de entrada em cena.

 

Simon Greenberg, director de Corporate Affairs da News International. Recém-chegado ao império Murdoch (entrou em Janeiro deste ano), é o primeiro vice-presidente com o pelouro exclusivo da comunicação. Teve o azar de ser o primeiro porta-voz da crise do News of the World e até agora as suas prestações têm sido muito fracas, para não dizer catrastróficas. Das suas aparições mediáticas, disse Alastair Campbell, antigo spin doctor de Blair, que foram "a series of car-crash interviews". Antes, tinha sido director de comunicação do Chelsea e mais recentemente, coordenador da candidatura perdedora da Inglaterra ao Mundial 2018.

 

Robert Phillips, CEO da Edelman EMEA, sediado em Londres. A maior agência de Public Relations do mundo foi contratada para acorrer ao desastre de relações públicas que o grupo não estava a conseguir gerir. Embora estivesse a prestar aconselhamento ad hoc ainda antes do escândalo rebentar, foi formalmente contratada a semana passada. São grandes as expectativas no sector quanto à capacidade da agência em estancar o sangue que corre nesta história. Se uma das primeiras medidas propostas pela Edelman foi a demissão de Rebekah Brooks, que deixou de ser o focal point da crise mediática, então foi um primeiro bom conselho da agência.

 

 

Matthew Freud, fundador da agência Freud Communications e genro de Rupert Murdoch. Já aqui foi referido como um dos grandes perdedores neste escândalo. Apesar (eu diria que et pour cause) das relações de parentesco com Murdoch, a agência negou qualquer envolvimento ou aconselhamento. Uma posição muito incómoda.

 

 

 Dick Fedorcio, director de comunicação da polícia de Londres. Um novo personagem que vem dar um cherinho de dark side  a   este thriller mediático. É tido como um elemento-chave para a comissão parlamentar de inquérito sobre as ligações entre a Scotland Yard e a News International. Este artigo do Guardian lança muitas suspeitas e especulações sobre ligações preferenciais com o News of the World, mas, para já, não há factos realmente comprometedores contra Fedorcio. O que é certo, é que boa parte da equipa da sua direcção de public affairs é constituída por ex-jornalistas do News of the World.

 

* Título de um livro de Agatha Christie curiosamente traduzido em Portugal para "As Quatro Potências do Mal"

publicado por Alda Telles às 17:40 | link deste post | comentar