Saio em defesa da Ensitel

O Negócios de hoje atribui-me umas declarações, que subscrevo, mas que não são minhas. São, na realidade, da minha blogmate atelles. Por sinal, a agenda de trabalho impediu-me de acompanhar o "dossiê" Ensitel. Chego agora ao assunto. Tarde, mas ainda mais cedo do que a Ensitel propriamente dita.

 

 

A minha primeira observação. A Ensitel não reparou quem era a cliente. Se tivesse sido, sei lá, um cliente chamado José Sócrates ou Américo Amorim ou Cristiano Ronaldo, a Ensitel não tinha procedido daquela forma. Estamos, portanto, perante um caso de iliteracia. A empresa é estrangeira e gerida por alienígenos que nunca ouviram falar do Sapo nem da Jonas. 

 

A segunda observação, que se prende com a primeira, é que a empresa, apesar de ser de comunicações, ainda não fez o shift do Minitel para os Social Media e não aborveu a ideia de que os novos poderosos são outros e que nascem, todos os dias, nos Twitters e Facebooks deste admirável mundo novo.

 

A terceira observação, que é uma certeza especulativa. Tenho a certeza que, do mesmo modo que vejo o pessoal das Public Relations a gritar "aqui d'el rei", também o pessoal da advocacia está a fazer o mesmo. Neste caso concreto, não acredito que a "estratégia" da Ensitel perante a sua cliente tenha sido ditada, gizada, planeada, sei lá, por um escritório de advogados. Tenho mesmo a convicção de que os consultores júrídicos propuseram exactamente o contrário. Em defesa da Ensitel, relevo que deve ter havido um erro de comunicação.

 

Finalmente, estou absolutamente convencido de que o texto que saíu sob a forma de comunicado não era realmente um comunicado, mas era de facto a síntese do briefing que foi elaborado para ser presente à consultora de Comunicação que estava a ser consultada. Estimados colegas do "dark side", façam-me o favor de reler a nota e digam-me se não estão fartos de receber briefings assim...

 

A Ensitel, Lojas de Comunicações, S.A. (“Ensitel”) está a ser confrontada com um conjunto de declarações divulgadas através das redes sociais Facebook e Twiter, decidindo por isso, apresentar o seguinte breve esclarecimento:

A “Ensitel” não põe minimamente em causa qualquer tipo ou forma de liberdade de expressão, mas repudia, rejeita e não aceita ser alvo de uma autêntica campanha difamatória, assente em factos absolutamente falsos que têm como único intuito denegrir a imagem e boa reputação que a “Ensitel” construiu ao longo de 21 anos, apenas porque o cliente não se conformou com uma decisão judicial que lhe foi desfavorável.

Nestes 21 anos de existência, os clientes têm sido e continuarão a ser o maior valor da Ensitel, garantindo a mesma, que todos os seus direitos são preservados e salvaguardados.

A Administração

 

For por causa deste erro, isto é, de o briefing para a consultora de Comunicação ter sido transmitido para os Media e o Facebook - e não para a Agência - que a Ensitel ainda não tem contratado Conselho em Comunicação. Em contrapartida, a Phone House deve estar, neste momento, a reforçar o seu...  

publicado por lpm às 12:37 | link deste post | comentar